"Oi mulé!" Eu acho incrível a capacidade do ser humano de ignorar o outro sem ele ter feito nada. Me pergunto se tal mereceu algum dia o título de "amiga". Me sinto babaca em tentar falar com alguém que mais parece ser um fantasma. Penso que fui usada, me dei demais para quem não soube ser recíproca comigo. Horas de telefone gastos em vão. Se ao menos tivesse acontecido uma briga, discussão, sei lá, pelo menos eu saberia porque acabou de repente. Distância? Talvez. Tem aquela desculpa “o número do celular mudou” ou então “vc que sumiu”. 

Sabia da sua vida, frequentava a sua casa, você conhecia minha mãe, te emprestava meus tesouros. Tardes regadas à pipoca e rock, passeios pela Heavy Melody e Out Side depois da escola era a nossa diversão. E pra onde foi tudo isso? Na minha cabeça ficou guardado na pasta chamada “Memórias”, dentro da sub-pasta “Bons Momentos”. Na sua cabeça? Acho que o arquivo ficou corrompido. Você tem acesso, mas não quer interagir com ele. Enfim, acho que chegou à hora de deletar o arquivo “amizade” da minha pasta.

Quem sabe um dia nesse mundo pequeno, a gente se esbarre por aí pessoalmente, talvez você finja não me conhecer, talvez passe despercebida, ou nunca mais te veja. Mas pelo menos eu sei que fui sua amiga, que corri atrás, que eu lutei, tentei e tentei. Eu só desejo que você mude para não afastar os amigos que ainda te restam. Desabafei...


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Amo minha família, caveiras, bolo de cenoura, poá, preto e branco. Curto heavy metal, assistir discovery chanel, comer sorvete com batata frita e viver. Sou resmungona, intensa e agitada. Não gosto de bebida alcoólica, gente falsa e salto alto.

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